sábado, 26 de julho de 2008

Até onde a Ação proposta pelo MP pode afetar a moral de Nivaldo

Para sustentar o debate da moralidade pública qualificando este ou aquele candidato como imoral pode ser o mesmo que “chover no molhado”. O debate da moralidade pública em período eleitoral sempre foi objeto de campanha de todos os matizes políticos, mas é a primeira vez que o próprio Estado, na pessoa jurídica do Ministério Público, atua dentro do pleito como agente político para balizar o debate.
Talvez este fenômeno esteja associado à própria generalização da imoralidade com o trato da coisa pública. Esta tem sido a leitura do eleitor esclarecido que percebe a deficiência do nosso sistema político para ungir lideranças com postura ética e moral compatível com bons valores.
Mas a inclusão do Ministério Público e da AMB – Associação dos Magistrados do Brasil, agindo de certa forma como uma agremiação política no debate eleitoral, serviu para externar um outro problema: a inoperância do nosso sistema judiciário. Quando a ABM e o MP listam uma quantidade escandalosa de ações tramitando há vários anos nos porões do judiciário, eles querem dizer que o judiciário se mostra incapaz de promover a Justiça. Sendo assim, este corpo de juristas tenta transferir para o eleitor a responsabilidade de promover esta justiça pelo processo eleitoral.
Pelo “andar da carruagem” o debate sobre a moralidade pública pode desaguar na crise do judiciário. O sistema de governo onde o judiciário tenta recorrer ao eleitor semi-analfabeto para promover a justiça está longe de praticar a ética e a moral. Promover a justiça não é condenar em praça pública alguém que ainda não foi avaliado aos olhos da Lei, ainda que a justiça seja cega.

1 comentários:

Ricardo disse...

Partindo do pressuposto, de que ninguem seja declarado culpado antes do transito em julgado de uma sentenca condenatoria, concordamos com a respeitada opniao do autor. Mas, se partimos para uma interpretacao logica dos fatos ocorridos na administracao passada do devido Candidato, partimos pela premissa de que, com certeza, essa candidatura poderia levar a um "MAL" futuro. Chego a conclusao que, como vivemos num estado democratico de Direito, regido por leis, que devem ser respeitadas (pelo menos teoricamente), a devida candidatura deve ser homologada, e o povo, mesmo que as vezes nao preparado, deve escolher seu representante, arcando no futuro, como cumplice, das devidas atitudes do escolhido. Fugir as regras, mesmo que seja para fazer um suposto "BEM" a sociedade, pode ser muito perigoso. Enquanto vivermos num Estado ditado por leis, devemos fazer o maximo para respeita-las, apesar de as vezes ser um ato de insanidade.